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guilhermebatilani.
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Términos e recomeços

Como superar um término quando você ainda ama a pessoa

Como seguir a vida quando o amor ainda existe? Uma conversa sobre saudade, rotina e passos possíveis depois do fim de um relacionamento.

Atualizado em

Cadeira vazia diante de uma porta aberta para um caminho e um sol vermelho.

Você acorda e, por alguns segundos, esquece que terminou. Pega o celular para dar bom-dia. Aí lembra.

É nessa hora que muita gente pensa: “Eu ainda amo. Como é que vou seguir assim?”

Vamos conversar sobre isso. Porque, se você estiver esperando deixar de sentir qualquer coisa para começar a viver de novo, pode acabar colocando a vida inteira em espera.

Você pode começar a se cuidar, reorganizar os dias e fazer escolhas importantes enquanto ainda sente saudade. O sentimento não precisa desaparecer para que o seu próximo dia tenha alguma coisa além dele.

O término bagunça muito mais do que o coração

Durante o namoro, você foi aprendendo uma rotina. Sexta tinha um restaurante. Sábado tinha companhia. De manhã, sabia para quem mandar mensagem. À noite, sabia com quem conversar.

Quando acaba, tudo isso fica meio sem lugar. Além da pessoa, fazem falta os programas, as conversas, a sensação de saber como seria a semana.

Eu uso bastante esse exemplo porque ajuda a entender por que a saudade ocupa tantos horários. Você tenta viver um dia comum e encontra a ausência em vários pedaços dele.

Então pergunta: do que eu estou sentindo falta agora? É de conversar com alguém? De ter companhia no domingo? Do plano que a gente tinha?

Cada resposta mostra alguma coisa que precisa de cuidado. Nem tudo vai ser resolvido do mesmo jeito. Mas algumas dessas necessidades podem começar a ser atendidas sem depender de a pessoa voltar.

“Mas eu só queria conversar mais uma vez”

Pode existir uma conversa necessária. Também pode existir a vontade de sentir, por alguns minutos, que nada acabou.

Antes de procurar a pessoa, olha para o que aconteceu nas últimas vezes. Você saiu mais tranquilo? Conseguiu resolver alguma coisa? Ou uma resposta carinhosa te fez criar uma expectativa que desabou dois dias depois?

É difícil aceitar isso quando a saudade aperta. Só que você precisa considerar o que acontece depois do alívio de apertar “enviar”.

Se ver fotos e acompanhar cada postagem está deixando tudo mais doloroso, reduzir esse acesso pode ajudar. Havendo filhos, trabalho ou questões práticas, mantenha uma forma objetiva de tratar o que precisa ser tratado. O limite tem que caber na sua vida.

Falo mais sobre essa diferença em contato zero depois do término.

Como atravessar o horário em que dói mais?

Talvez seja a noite. Talvez o sábado inteiro pareça grande demais. Em vez de esperar chegar nesse momento para descobrir o que fazer, tente preparar alguma coisa antes.

Combine um café. Ligue para alguém. Retome um compromisso que você gostava de ter. Faça uma caminhada, se puder. Cuide da comida, do sono, do trabalho que não dá para adiar.

Você não precisa ficar ocupado a cada minuto nem transformar a separação numa corrida para provar que está bem. Precisa dar ao seu dia a chance de conter outras experiências.

E pode pedir companhia sem fingir animação: “Não estou muito bem. Topa ficar comigo um pouco?” Quem gosta de você talvez esteja esperando só uma indicação de como ajudar.

Saudade não conta a história inteira

Num dia difícil, a cabeça pode trazer só a viagem boa, a piada que ninguém mais entendia, o abraço. Esses momentos existiram. O que levou ao fim também existiu.

Quando der vontade de voltar, tente lembrar dos dois. O que você sente falta? O que não estava funcionando? Alguma coisa mudou de verdade ou você quer sair da dor de hoje?

Você não precisa desvalorizar tudo o que viveu. Só precisa ter a relação inteira diante de si para pensar no futuro.

Se o sofrimento está comprometendo muito sua alimentação, seu sono ou sua capacidade de conduzir a rotina, buscar um profissional de saúde mental é uma forma de cuidado. Não há um prazo obrigatório de sofrimento antes de pedir ajuda.

Você não precisa ter todas as respostas para começar

Talvez amanhã ainda dê vontade de mandar bom-dia. Mas também pode ter uma conversa com um amigo, um compromisso seu, um pequeno plano para o fim de semana.

Aos poucos, você vai conhecendo uma vida que ainda não aprendeu a viver. O começo pode ser estranho. Estranho não significa que vai ser assim para sempre.

Se você quer conversar comigo sobre o que está vivendo, pode solicitar informações sobre o Encontro individual no formulário abaixo. Deixe seu contato; a equipe explica como funciona. A sua história merece ser ouvida com os detalhes que um artigo não consegue conhecer.

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